23 janeiro 2008

Os meus Irmãos reconhecem-me como tal

- Meu Irmão, de onde vens?

– De uma loja de S. João, Venerável Mestre.

– Que se faz lá?

– Exalta-se a virtude e combate-se o vício.

– Que vens aqui fazer?

– Vencer as minhas paixões, submeter a minha vontade e realizar novos progressos na Maçonaria.

– Devo então presumir que és maçon?

- OS MEUS IRMÃOS RECONHECEM-ME COMO TAL!

Logo na cerimónia de Iniciação o nóvel Maçon é instruído sobre a forma de reconhecer e de ser reconhecido Maçon.

Aprende assim um determinado SINAL, um específico TOQUE, que representa o pedido da PALAVRA SAGRADA, como responder a esse pedido e que palavra é essa.

Uma razoável memória permitirá que, a partir daí, saiba como proceder para que os seus Irmãos Maçons o reconheçam como tal.

Mas esta é a mais básica das básicas noções que o nóvel Maçon recebe então quanto a esta matéria. Com efeito, mui fraco Maçon seria aquele que se limitasse a confiar em tais actos externos para que o reconhecessem como tal. Atrevo-me mesmo a dizer que só quem se tivesse limitado a passar pela cerimónia de iniciação, e mesmo assim de forma desatenta, poderia admiti-lo.

Na verdade, todos sabemos que em Maçonaria tudo é simbolicamente transmitido, o que vale por dizer que através de um translúcido véu, para que quem o receba, entrevendo, medite e, meditando, conclua e, concluindo, aprenda.

Todos sabemos que, em bom rigor, em Maçonaria nada se ensina, apenas se coloca os ensinamentos à disposição, para que quem quer saber, observe, pense e aprenda. É por isso que costumo dizer, em iconoclasta simplificação, que a Maçonaria se aprende por osmose...

Assim, aquele que quer ser reconhecido como Maçon pelos Maçons não deve limitar-se ao que explicitamente lhe foi ensinado na instrução incluída na sua iniciação.

Melhor será que não esqueça que, recém-iniciado, ainda está aprendendo a aprender e só por isso lhe deram clara e directamente o que pomposamente quem desconhece a essência da Maçonaria considera “profundos segredos”.

Assim ficará, por breves momentos o nóvel Maçon convencido que ficou sabendo “excelso segredo” mas, aprendendo a aprender, em breve aprenderá que, como já há pouco exclamei, tal “excelso segredo” não passa de uma muito básica de entre as básicas noções que deverá apreender e que irá apreendendo.

Ao invés, o que deve um Maçon fazer para que seja reconhecido como tal pelos seus Irmãos, foi-lhe transmitido, sim, na sua iniciação, mas como tudo o resto que merece ser retido em Maçonaria, de forma encoberta, indirecta, para que, em devido tempo, medite e aprenda por si, bem melhor do que se lhe fosse directamente ensinado, pois dessa forma mais trabalhosa e difícil de aprender sempre resulta que não apenas se sabe ou memoriza, antes se interioriza e compreende e só aquilo que é adequadamente interiorizado e compreendido é digno de ser tido como vero Conhecimento.

Então, que aprendi eu sobre a forma de ser reconhecido Maçon pelos meus Irmãos?

Aprendi que, para me ser dado acesso ao Templo onde meus Irmãos estavam reunidos, necessário foi que alguém em quem todos confiavam, o Irmão Experto, a todos garantisse que eu era “livre e de bons costumes”.

Livre sou e livres somos sem grande mérito nosso, com muito mérito daqueles que nos antecederam , pois de há muito que a escravatura foi abolida em nossas terras.

Mas “de bons costumes” tive de ser para merecer entrada no Templo e consequentemente de bons costumes tenho de continuar sendo, se nele quero permanecer.

Primeira conclusão pude então tirar: para ser reconhecido como Maçon pelos meus Irmãos necessário é que permaneça de bons costumes, isto é, íntegro, honesto e de modo geral cumpridor das minhas obrigações perante Deus, eu próprio, a minha família e a sociedade.

Mas se tal é condição necessária para ser reconhecido maçon pelos meus Irmãos, não é, porém, condição suficiente – mesmo conhecendo eu o SINAL, o TOQUE e a PALAVRA SAGRADA...

Importa assim continuar buscando este pequeno Graal, pomposa forma de referir a busca do Conhecimento que vale a pena conhecer!

E recordo então que, a dado passo, ouvi mesmo alguém dizer-me que o que estava diante de meus olhos era o símbolo da cegueira em que se acha o homem dominado pelas paixões e mergulhado na ignorância.

Meditando, pude então a segunda conclusão chegar. Para além de ser livre e de bons costumes, para ser reconhecido como maçon pelos meus Irmãos haverei que dominar minhas paixões, e não por elas ser dominado, e procurar sair da profana ignorância, isto é, utilizar os instrumentos que a Maçonaria, a Loja, o Venerável Mestre, cada um dos meus Irmãos, me vão proporcionando, para ir aprendendo, conhecendo e, sobretudo, CONHECENDO-ME, nas minhas forças, sempre poucas, e fraquezas, sempre demais.

Mais um passo avancei, mas ainda não tenho a tarefa terminada, mais caminho tenho para caminhar!

Mais adiante, ouvi ser-me dito que o homem justo era corajoso e, tendo-me sido perguntado em quem depositava eu minha confiança me ter sido sussurrada a resposta de que essa era depositada em Deus.

Pensando, conclui então minha terceira conclusão: para ser reconhecido maçon pelos meus Irmãos haverei que ser livre, de bons costumes, dominador de minhas paixões, justo, corajoso, conhecedor, sobretudo de mim mesmo, e crente.

Mas, atenção!, ser justo não é ser justiceiro, ser corajoso não é ser temerário, ser crente não é ser beato. É necessário, como mais adiante ouvi ser-me dito, “o justo equilíbrio de força e sensibilidade que constitui a sabedoria, isto é, a ciência da própria vida”.

Finalmente, já reconhecido como maçon, foi-me chamada a atenção para os deveres de beneficência de um maçon, mais uma vez temperados pelo justo equilíbrio, pois “a caridade deixa de ser uma virtude quando é praticada em prejuízo dos deveres mais sagrados e mais prementes: uma família a sustentar, filhos para educar, pais velhos a manter, compromissos civis a preencher”.

Meditando sobre estas noções de fraternidade e solidariedade, pude assim chegar à quarta conclusão, que tive por final: para ser reconhecido maçon pelos meus Irmãos haverei que ser livre, de bons costumes, dominador de minhas paixões, justo, corajoso, conhecedor, sobretudo de mim mesmo, crente, fraternal e solidário.

E tendo chegado a esta putativamente definitiva conclusão, preparei-me, para, satisfeito, descansar. Porém, ocorreu-me então que, tendo Deus descansado apenas ao sétimo dia, grande prosápia minha seria pretender poder fazê-lo após apenas quatro conclusões!

E então pensei mais, e espero que melhor, e cheguei a mais outra conclusão (que será assim a quinta...), a de que estava cometendo o pecado do orgulho ao pensar que destas meditações alguma pólvora de particular valor descobrira, pois, afinal, mais bem escrito do que eu escrevera, mais simples do que eu arrazoara, tudo está no texto por onde começámos e por onde, completando o círculo e o ciclo da busca, é asado concluir (e esta será portanto a sexta e última conclusão, a que finalmente me habilitará a descansar, sem remorso superior ao que deriva da minha reincidente prosápia de, pela segunda vez em apenas dois parágrafos, ousar comparar-me ao Criador...).

– Devo, então, presumir que é Maçon?

– Os meus Irmãos reconhecem-me como tal.

– O que é um Maçon?

– É um homem nascido livre e de bons costumes, igualmente amigo do rico e do pobre, desde que sejam pessoas de bem.

– Que significa nascer livre?

– O homem que nasceu livre é aquele que, tendo morrido para os preconceitos comuns, renasceu para a nova vida que a iniciação confere.

– Quais são os deveres de um Maçon?

- Evitar o vício e praticar a virtude.

– Como deve um Maçon praticar a virtude?

– Colocando acima de tudo a justiça e a verdade.

- Como poderei reconhecer que és Maçon?

– Pelos meus sinais, palavras e toques.

– Como interpretas essa resposta?

– Um Maçon é reconhecido pela sua forma de agir, sempre correcta e franca (sinais); pela sua linguagem leal e sincera (palavras); por fim, pela solicitude fraterna que manifesta para com todos a que se acha ligado pelos laços da solidariedade (toques).

Termino com a esperança de que os meus Irmãos não necessitem de se certificar que eu conheço os sinais, palavras e toques, para que me reconheçam como Maçon. Mas, se algum desejar interrogar-me sobre eles, que a minha memória me permita sempre responder satisfatoriamente. E, se porventura a memória me trair e eu falhar essa prova, que aquele Irmão que me interroga, em face do que conheça de mim ... apesar disso me reconheça como Maçon, pois que espero merecer sempre poder dizer que

OS MEUS IRMÃOS RECONHECEM-ME COMO TAL!

Rui Bandeira

14 comentários:

NuNo_R disse...

BoaS...

O Rui tem uma forma muito interessante de ensinar Maçonaria aos profanos.

E muito tenho eu aprendido aqui. :)

abr...prof...

Simple disse...

@nuno_r: Não diria que o Rui "ensina" Maçonaria ("Maçonaria não se ensina, aprende-se"), pois não no-la enfia pela goela abaixo; agora que prepara uns "pratos" fantásticos (como este que nos acaba de apresentar), nos ajeita o babete ao pescoço, nos põe a tigela à frente e a colher na mão, lá isso ele faz... e quem fizer depois o esforço de tentar comer sozinho tem aqui muita substância de que se alimente!

Um abraço,
Simple Aureole

NuNo_R disse...

Boas simple...

Esqueci-me das "aspas" no ensina :)
Agradeço a correção ;)

Mas como bem dizes, "a Maçonaria não se aprende", apreende-se antes.
Lê-se, Vê-se e Investiga-se. :)

E depois Debate-se.

Que é o que se costuma aqui fazer, e de forma bastante instrutiva e salutar... :)

abr...prof...

Rui Bandeira disse...

@ lm:

Bem-vindo aos comentários do blogue!
Ser maçon é uma vontade, um espírito, uma busca.
Trabalhar com vontade, com espírito de fraternidade e busca de se aperfeiçoar.

@ nuno_r e simple:

Maçonaria divulga-se. Mostram-se os princípios, enunciam-se os actos, apontam-se os objectivos.
E depois, quem quiser ler, que leia, quem quiser reflectir, reflicta, quem quiser avançar mais, que avance...

À Sombra do Carvalho disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Jose Ruah disse...

Caro Senhor " Sombra do Carcalho".

O seu comentário foi eliminado, tendo sido a meu conhecimento a primeira vez que isto foi feito por um dos administradores do blogue, por conter linguagem e expressões não adequadas.

Agradecemos, solicitamos, que em futuros comentários use de linguagem não vernácula e respeite tanto os leitores deste blog quanto os seus autores.

Aos demais leitores as nossas desculpas por termos demorado tanto tempo a retirar o dito comentário.

Boas Festas.

À Sombra do Carvalho disse...

O Sr. removeu meu comentario por eu te-lo chamado de PERJURO???

Pois volto a lhe chamar de PERJURO!

Palavras de baixo calão não chegam sequer aos pés da abominação q vi neste seu tópico...

Como falei anteriormente, talvez o errado seja eu, talvez eu tenha jurado algo diferente do Sr.

Jose Ruah disse...

Esclarecendo:

Neste blog respondemos a quem nos questiona. Não permitimos abusos de linguagem, foi essa a razao pela qual o seu comentário foi removido, e o serão todos os que usarem de calão ou de insultos.

V.Exa. considera que o autor deste texto, que se encontra em neste momento em férias e por isso não lhe respondeu, cometeu perjurio.

Dado ser eu um dos co-autores deste blog e estar de acordo com o que o Rui Bandeira escreveu, considero que na sua acepção também sou perjuro.

Assim sendo e dado que V.Exa. nos acusa, fica do seu lado o onus da prova do perjurio.

Caso queira, e com educação, explicar a suas opiniões aqui as ouviremos, caso não pretenda ficará por aqui encerrada a discussão.

À Sombra do Carvalho disse...

Onus da prova?
A prova é esse texto do qual esses comentarios ja fazem parte!
Quando da Vossa iniciação, juraram nao revelar...... principalmente as formas de identificar um irmão...

E eis que aqui vejo justamente a quebra deste juramento...

Porem, como havia lhe dito.. talvez o errado seja eu... talvez eu tenha jurado algo diferente...

Talvez o q pra mim signifique HONRA e LEALDADE, para os senhores seja PIADA.

confesso q esse texto, fez com q meu coração fosse tomado por um imenso desanimo.
Terriveis esses nossos tempos, pois a VIRTUDE e o RESPEITO aos juramentos feitos, nada representam.

Jose Ruah disse...

Caro senhor,

Esclarendo mais um pouco.

Quer o Rui Bandeira quer eu somos maçons há mais de 17 anos. Nestes anos todos temos vindo a progredir no nosso aperfeiçoamento pessoal, ou seja enquanto maçons mas principalmente enquanto homens.

Temos para nós o cumprimento absoluto das regras da maçonaria, e nesse respeito pela norma empreendemos, conjuntamente com outros Irmãos, este designio de transmitir informação sobre a maçonaria.

Para fazê-lo tivemos que saber bem o que poderiamos ou não escrever e para tal estudámos e pesquisámos.

Não expomos nada a mais do que se pode encontrar em livros publicados por excelsos Maçons e que servem de guia a muitos e melhores maçons.

Esse estudo permitiu-nos uma maior latitude de ideias e capacidade de mostrar sem expor.

Este é um dos textos que cai nessa forma de mostrar sem expor. O Rui vai até ao limite do que pode ir sem nunca desvendar qualquer segredo nem quebrar juramentos.

Fá-lo com a mestria de quem sabe muito e conhece mais ainda.

Quer o Rui quer eu jurámos nao revelar nenhum dos mistérios da Maçonaria.

Mistérios esses que servem para identificar os maçons. Em lugar algum neste texto ou qualquer outro deste blog encontrará esses mistérios revelados.

Encontra partes de trechos maçónicos, de publicação possivel e sobretudo constantes de livros e rituais antigos, disponiveis em bibliotecas ou mesmo livrarias ( e mesmo na internet).

Caro Senhor,

Não o conheço de lado algum, não sei sequer se é maçon. Não sei, se sendo, qual o seu nivel de conhecimento maçónico.Da leitura do seu blog também não resultou informação relevante para este caso.
Terá as suas razões, nós temos as nossas.
Perdeu a grande maioria das suas pela forma com que nos abordou.

Deverá compreender V.Exa que a maçonaria é vivida e praticada de forma diferente por cada um, aqui onde vivemos a forma como nós a praticamos ( o Rui e eu) é muito reconhecida e apreciada, tendo recebido as maiores referencias dos nossos pares. Que melhor elogio pode um Maçon ter que - SER RECONHECIDO COMO TAL - pelos seus Irmãos ( aliás não só aqui de Portugal mas de quase todo o Mundo Lusofono e não só).

A sua forma de ser é seguramente diversa da nossa, eventualmente porque ainda não atingiu patamares mais diferenciados da vida, mas isso só mesmo o tempo e a sua eventual vontade de mudar poderá resolver.

Quero concluir desejando-lhe o melhor caminho na senda do combate às paixões para que as possa combater e assim não se tornar faltoso para com as suas obrigaçoes, que diz ter contraído, de exaltar as virtudes e combater as paixões.

Saiba que não existindo ninguém perfeito, não será seguramente V.Exa. que nos virá indicar o caminho que deveremos seguir.

Por fim, no A Partir Pedra não obrigamos ninguém a ler o que escrevemos, pelo que se V.Exa. se sente incomodado com os conteudos deste blog, evite-o.

Dessa forma não terá "acessos de furia" pelo que a sua vida será muito mais pacifica e saudavel.

Os nossos vots de boas festas.

JPSetúbal disse...

Tenho assistido com um sentimento misto de enorme espanto e grande desconforto a esta antipática troca de "piropos" entre o J.Ruah e o nosso leitor (não sei se assíduo) "À Sombra do Carvalho". Como me é evidente só posso estar em acordo total e absoluto com o Zé e lamentar que a língua portuguesa não seja entendida de forma igual por todos os que a utilizam, porque a única explicação possível, quanto a mim, é a de que o nosso leitor não entende o "português" do Rui. Esta espécie de discussão leva-me a 2 decisões. -1- Aconselhar o nosso leitor a mudar de sombra. Que tal escolher uma Acácia ?; -2- Rever a ideia antiga que tenho sobre a "visibilidade maçónica" ou como entendo que os Maçons devem surgir na sociedade. Esta vai para um post, a postar hoje.

NuNo_R disse...

Boas...

Sou leitor habitual deste blog e muito respeito tenho pelo seu painel.

E nunca vi neste espaço qualquer referências esplicítas ou quaisqueres segredos desvendados pelos membros do painel.

Quanto muito "algo" que quem se interessar por estes assuntos, se se der ao trabalho de pesquisar, ler, estudar , encontrará pela internet fora e nas livrarias de esquina.

Os poucos "segredos" de que tenho conhecimento são fruto de imensa pesquisa feita por um profano que sou, e nunca me foram "assobiados" por maçon algum.

E como já frequento este espaço há um par de anos, não compreendo o comentário feito por um dos comentadores em que se refere a perjúrios e coisas tais.

Não me cabe a mim fazer a defesa ou apologia do painel do blog, pois a "defesa" foi bem feita pelo seu painel, mas como leitor habitual também não me senti muito à vontade com tais comentários afirmando coisas que não se passam na realidade.

Tal como disse, se houver algum segredo "quase" explicito e digo "quase"; não será mais do que aquilo que se encontrará pesquisando e estudando.
Mas para isso terá de haver vontade de procurar e trabalhos "de casa " a fazer...

abr...prof...

Francisco Veras Jr. disse...

Boa tarde senhores,

Sou um grande curioso a respeito e gostaria de alguma indicação de leitura sobre a maçônaria.

Rui Bandeira disse...

@ Francisco Veras Jr.:

Desde logo, o acervo de textos sobre maçonaria mais acessível é este blogue, já com centenas de textos. Modéstia à parte, se começar no princípio e for lendo, ceonologicamente, ficará com uma noção muito aproximada do que é a Maçonaria, os seus símbolos, o modo de pensar e de agir dos maçons.

Tem também centenas de textos informativos no sítio da Loja Mestre Affonso Domingues (www.rlmad.net).

De um ponto de vista maisinstitucional, tem à sua disposição o sítio da GLLP/GLRP, em www.gllp.pt .

Só nestes três locais, tem material para vários meses de leitura e reflexão. E, sobretudo, se ler tudo o que nestes três locais está, poderá por si encontrar e discernir o que, em matéria de livros, vale a pena ler e o que é lixo.

Um abraço.